workshop

Jessy Drago sobre o modo de se relacionar com a interdisciplinaridade

convida a um coffee break online e propõe falar sobre imersão na obra de arte


Hão de haver partes esquecidas dentro de nós mesmos, com profunda necessidade de ser desvendada. Está é a chave para encontrar sentido.
Podemos sim, viver de acordo com a missão mais sublime que há dentro de nós. Está na hora de encararmos esta realidade com mais seriedade.

 

A ARTE CRIANDO PONTE DO ORGÂNICO AO DIGITAL

Qual foi o marco na sua carreira como artista?

Quando li o livro “Modernidade Líquida” de Bauman, me esclareceu a maneira de como fazemos nossas escolhas e como somos impulsionados por tempos fluidos. Principalmente em 2020. Sendo assim por esta consciência, que tudo é inconstante, precisamos nos agarrar a algo que realmente faça sentido dentro de nós. Algo “denso”, e esta “concretude” está mais associado ao lado sutil, do imaterial, no além da matéria.

Qual sua referência de arte?

Cresci vendo arte dentro de minha própria casa, com meu avô Sebastião Drago, professor de filosofia e sociologia, e que tive o privilégio de seu conhecimento. Por sinal, ele me manteve conectada ao lado poético da vida. Eu considero que sempre tive cuidado e interesse pelo comportamento humano, desde o início desta vida. Além deste ponta pé, que posso chamar de referencial.... posso te responder por sequência, que a mim cabe meus olhos crus pensando em uma tela em branco.

Qual a significância de Jessy na arte?

A arte contemporânea ao meu ponto de vista, é a qual a forma e a função agora assume o sentido de significância. Acredito que a arte do futuro, ou o artista, está ligado ao digital, onde mora as novas técnologias, processos de VR, AR e outras maneiras de imersão.

Como conectou a tecnologia na sua assinatura?

O meu trabalho junto a tecnologia, veio de uma forma orgânica, a priori. Os  "recém-inaugurados" tem a potência da realidade expandida, como uma forma de ver uma realidade oculta. Para alcançarmos certos níveis sutis, derrubamos a barreira que os olhos podem enxergar.  Em meus estudos sobre Semiótica, conclui que cada significado é muito particular de cada pessoa. Quando vou visitar uma galeria de arte, a parte mais rica para mim é entre a obra e o visualizador, onde cada interpretação é única, e está ligado as bases de referências e experiências que cada pessoa adquire durante sua própria vida, tornando algo exclusivo. Ou seja, uma obra de arte tem o poder de inúmeras interpretações e significância. Cada um vê com sua própria lente....

Como a realidade expandida pode influenciar?

Meu principal objetivo, hoje, é trazer na bagagem da minhas telas, um sentimento de pertencimento, onde uma mensagem te faça ter um comportamento reflexivo, de amadurecimento caminhando para um processo de transmutar, iluminar. O ser humano tem uma busca insaneável por entender seu sentido, e acredito que minhas obras possam dar um caminho, muito particular, por este processo interno de transcendência e significância, novamente dito. Me colocar dentro da obra, com minha própria voz faz com que mesmo depois desta matéria, ou meu corpo se forem, eu ainda possa manter uma comunicação precisa e passando meus conceitos a outros seres que estarão na mesma busca em que eu me encontro.

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